As raças de cães possuem uma escala ampla de variação em relação ao peso e ao tamanho dos animais, temos o chihuahua com cerca de 1kg até o dogue alemão que pode ultrapassar os 100kg. Essas variações geram diferenças na morfologia, na fisiologia, no metabolismo e até mesmo o comportamento dos animais.

Os cães gigantes são os animais que pesam a partir dos 45kg algumas raças conhecidas são o Fila Brasileiro, Dogue Alemão, São Bernardo, Bullmastiff, Dogo Argentino e o Rottweiler, o menor dos gigantes. São cães que se tornam adulto tardes e possuem uma expectativa de vida curta, em torno de 7 a 9 anos.

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Os cuidados com os animais desse porte se iniciam desde filhote fornecendo uma nutrição adequada. É muito comum supor que os animais com mais de 45kg irão atingir a idade adulta a partir dos 12 meses, mas nos cães gigantes essa fase se inicia aos 18 meses podendo estender até os 24 meses dependendo da raça. O crescimento desses cães é dividido em duas fases, uma inicial onde temos um crescimento explosivo em tamanho que vai até os 8 meses, a partir daí temos a segunda fase onde o crescimento se torna mais lento e o animal vai criar toda a musculatura e encorpar a estrutura preparada na primeira fase que vai dos 8 até os 18/24 meses. Já na fase adulta há necessidade de uma nutrição com reforço de antioxidantes para combater o envelhecimento precoce que esses animais apresentam.

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Há ainda fatores que as vezes passam batido por muitos proprietários que é o formato do croquete (o grão da ração), os animais gigantes tem uma tendência de sofrer a dilatação gástrica que é uma emergência na clínica veterinária que ocorre quando o estomago dilata (excesso de alimento, água e até mesmo ar por serem animais que não tem o hábito de mastigar e ingerem muito ar junto com a alimentação) e gira sobre o seu eixo comprimindo órgãos importantes (baço, diafragma) e afeta ainda a circulação sanguínea tendo necessidade de procedimento cirúrgico para assegurar a vida do animal. Infelizmente as vezes não conseguimos identificar o problema a tempo e o animal pode vir a óbito. Então? O que fazer? O melhor a fazer é prevenir – subdividir a quantidade de alimento em várias refeições ao logo do dia e evitar qualquer exercício após as refeições.

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É importante levar em consideração todas essas informações pois cada fase tem especificidades nutricionais diferentes para garantir a longevidade desses animais. Hoje, é possível encontrar no mercado alimentos específicos para a nutrição desses cães, balanceados e que fornecem todos os nutrientes (proteína, cálcio, fósforo etc,.) além de possuírem croquetes adaptados ao tipo de mandíbula e com um tamanho maior para estimular a mastigação e prevenir o risco de torção gástrica.  Não sendo necessário suplementação  com cálcio quando filhote ou de mais vitaminas quando animal envelhece. Quando o assunto é nutrição devemos lembrar que tanto a falta quanto o excesso podem prejudicar os animais.

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Uma vez que consideramos esses cuidados, além do espaço para receber um animal de porte gigante, água fresca, brinquedos é só se entregar ao charme desses gigantes!